10 de abr de 2013

Formação continuada em Educação Infantil

Ler e recontar histórias. Foto: Marcelo Almeida


Agora é lei.
Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, do Ministério da Educação (MEC), as práticas pedagógicas nas creches e pré-escolas têm de favorecer a imersão das 
crianças nas diferentes linguagens e o progressivo domínio dos vários gêneros e formas de expressão - gestual, verbal, plástica, dramática e musical.
Para garantir tais aprendizados, você, coordenador pedagógico, já avaliou com os professores que tipo de experiência realizar com os pequenos? Ou que ajustes fazer nessa direção? 
Nesta edição, iniciamos uma série especial para ajudá-lo nesse propósito. Ela foi preparada com exclusividade para GESTÃO ESCOLAR por Silvana de Oliveira Augusto, professora do Instituto Superior de Educação Vera Cruz (Isevec) e coordenadora de cursos a distância do Instituto Avisa Lá, ambos em São Paulo. 
O objetivo deste módulo é melhorar a comunicação no dia a dia e ampliar os conhecimentos das turmas por meio das rodas de leitura e do reconto. Lembrando que as atividades devem se ajustar às demandas da equipe.

Vale a pena conhecer essa proposta:

Acesse o texto na íntegra pelo link:
http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/1o-modulo-ler-recontar-historias-736925.shtml?page=0

Publicado em GESTÃO ESCOLAR, Edição 024FEVEREIRO/MARÇO 2013.

Fonoaudiologia na escola

Matéria extraída do Jornal Folha de Londrina
Disponível pelo link: http://www.folhaweb.com.br/?id_folha=2-1--432-20130405


05/04/2013 -- 00h00

Fonoaudiologia na escola

Conselho Federal de Fonoaudiologia quer tornar obrigatória a presença deste profissional no ensino público e particular
Anderson Coelho
Claudia Sordi, do Conselho Regional: "O objetivo é identificar os alunos com problema e encaminhá-los para um tratamento fora da escola"
Identificar distúrbios da fala, dificuldades de audição e problemas de linguagem. Esta é a função dos fonoaudiólogos nas escolas. Uma campanha realizada pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia destaca a importância da atuação destes profissionais nas instituições de ensino e pede que se torne obrigatória a presença deles no ensino público e privado. De acordo com Claudia Sordi, delegada do Conselho Regional de Fonoaudiologia, em Londrina, a presença do especialista nas escolas está relacionada a um melhor desenvolvimento nas áreas da linguagem oral e escrita e também na cognição, afetividade e relações sociais. 

O trabalho desenvolvido pelos fonoaudiólogos nas escolas deve ser direcionado para avaliação e triagem de alunos e professores que apresentam algum tipo de dificuldade. ''Alguns diretores de instituições acreditam que o profissional está na escola para tratar as crianças, mas esta prática não deve ser realizada. O que o profissional faz é identificar os alunos com problema e encaminhá-los para um tratamento fora da escola'', destaca. 

Conforme a fonoaudióloga Valéria Bueno, entre os distúrbios que são frequentemente encontrados nas escolas estão os atrasos globais de linguagem, trocas de letras na fala e na escrita, distúrbios articulatórios, distúrbios de aprendizagem, gagueira, perdas auditivas, distúrbios de leitura e escrita, entre outros. 

O trabalho nas escolas acaba interferindo diretamente na otimização do desenvolvimento da linguagem oral, leitura e escrita dos alunos. ''O profissional tem condições de detectar precocemente alterações fonoaudiológicas relacionadas à audição, voz, motricidade orofacial e linguagem'', explica Valéria. Ela acrescenta que com este diagnóstico o profissional pode orientar os professores a respeito do método de alfabetização adequado para a criança. 

Orientação a pais e professores 

Além dos alunos, os pais também podem receber uma atenção especial do profissional. A promoção de estratégias de prevenção, preservação e controle de abusos e riscos para a voz e a audição também faz parte das ações que devem ser executadas pelo fonoaudiólogo nas escolas. ''É possível planejar palestras para os pais a respeito da interferência da alimentação e estimular a eliminação de hábitos inadequados relacionados às alterações fonoaudiológicas como o uso da chupeta, isso ajuda a prevenir patologias'', afirma Valéria. 

Cláudia acrescenta que os professores também podem ser beneficiados com a presença do especialista no ambiente escolar. ''Dá para trabalhar a questão da saúde vocal e orientar a respeito dos hábitos saudáveis para a voz'', destaca. 

De acordo com ela, o professor que apresentar alterações vocais também precisa ser encaminhado para acompanhamento com profissionais especializados. Conforme o Conselho Federal de Fonoaudiologia, cada escola deve ter um fonoaudiólogo e o profissional precisa ter uma formação generalista para dominar e identificar as patologias relacionadas à área. 

''Com a questão da inclusão de alunos com deficiência nas escolas de ensino regular, a necessidade de um profissional como este nas escolas é ainda maior'', ressalta Valéria. Ela explica que o fonoaudiólogo está preparado para receber estes alunos e pode orientar os professores para que o método de ensino seja adequado a cada situação.

Michelle Aligleri 
Reportagem Local

ARTIGO


Desempenho perceptual-auditivo e ortográfico de consoantes fricativas na aquisição da escrita

http://www.codas.org.br/PDF/Portugues/08-AO-180.pdf


RESUMO

Objetivo: Verificar os desempenhos perceptual-auditivo e ortográfico de escolares no que se refere à identificação de contrastes entre as fricativas do Português Brasileiro, e investigar em que medida esses dois tipos de desempenhos se relacionam. Métodos: Foram analisados dados de desempenho perceptual-auditivo e de desempenho ortográfico extraídos de 20 crianças das duas primeiras séries do ensino fundamental de uma escola pública do município de Mallet (PR). A coleta de dados de percepção auditiva foi feita com base no Instrumento de Avaliação da Percepção de Fala (PERCEFAL), com o uso do software Perceval. Já a coleta de dados de ortografia foi feita por meio de um ditado das mesmas palavras que compõem o instrumento PERCEFAL. Resultados: Foram observadas: maior acurácia perceptual-auditiva do que ortográfica; tendência de menor tempo de resposta e de menor variabilidade nos acertos perceptuais-auditivos do que nos erros; não correspondência de erros de percepção-auditiva e ortografia, já que, na percepção, o maior percentual de erros envolveu o ponto de articulação das fricativas, enquanto que, na ortografia, o maior percentual envolveu o vozeamento. Conclusão: Embora se mostrem relacionados, os desempenhos perceptual-auditivo e ortográfico não apresentam correspondência termo a termo. Portanto, na prática clínica, a atenção deve-se voltar não apenas para os aspectos que aproximam esses dois desempenhos, mas, também, para os aspectos que os diferenciam.