29 de mai de 2012

TESTE DE SNELLEN


MANEIRA CORRETA DE APLICAR O TESTE DE ACUIDADE VISUAL



Material necessário:
* Escala de Snellen
*Lápis preto
* Fita métrica e 1 barbante com 6 metros
* Cadeira
* Lista nominal dos alunos para registro dos resultados conforme modelo em anexo.

Em seguida providenciar local adequado para realização do teste; que deve:
- ter no mínimo 6 (seis) metros de comprimento
- Ser bem iluminado, sem ofuscamento (a luz deve vir de trás ou dos lados da criança que fará o teste).
- Ser silenciosa e sem estímulos que desviem a atenção do aluno.



Tomadas estas providências, procede-se da seguintes maneira:
Coloca-se a tabela na parede e a 6 metros de distância da mesma, marca-se no chão uma linha, indicando o local onde o aluno deverá ficar durante a aplicação do teste.
Colocar a cadeira com os pés dianteiros sobre a linha riscada no chão.
Indicar os sinais (optótipos) de preferência com lápis preto.
O êxito do teste de acuidade visual depende, em parte do preparo prévio dos escolares.
Para que isso suceda, o professor deve explicar detalhadamente o que vai ser realizado, mostrar as diferentes posições do E ou letra indicada como aparecem na tabela, verificar se a explicação foi entendida.
Individualmente colocar o aluno junto da tabela e, explicar-lhe o que deve ser feito. Estando certo que ele entendeu bem, colocá-lo sentado na cadeira, de frente para a tabela, à distância de 6 metros.
Ensinar a cobrir corretamente e completamente o olho com a mão em forma de concha sem exercer pressão sobre o mesmo.
 

Durante a aplicação tomar os seguintes cuidados:
- Efetuar o teste com óculos e depois sem eles, caso a criança os use.
- Testar primeiro o olho direito (OD), depois o olho esquerdo (OE) e, por último os dois olhos (AO), para evitar confusão nas anotações.
- Usar lápis preto para indicar o sinal a ser lido.
- Começar na linha superior, em seguida as imediatamente inferiores, indicando dois ou três sinais por linhas sem estabelecer rotina.
- Mudar de um sinal para o outro, ritmicamente, evitando apressar o aluno, mas sem demorar demasiadamente.
- Mostrar todos os sinais das linhas 0, 9 e 1,0.
- Se a criança for indecisa em determinada linha, indicar um número maior de sinais, para certificar-se se é realmente falha de visão.
- Anotar como resultado do teste, o valor decimal correspondente à última linha em que não houve dificuldade, registrando separadamente os resultados do OD e OE. Exemplo: OD - 1,0 OE - 0,8
- Quando a criança não enxergar os sinais maiores, ou seja da primeira linha, registrar 0,1 (menor do que 0,1)
- Registrar na coluna de observações, sinais ou sintomas percebidos durante a aplicação do teste.
 

Antes de encaminhar ao oculista, os alunos que apresentarem acuidade abaixo do normal (0,7) ou diferença de acuidade de um e outro olho de duas linhas ou mais, é prudente submetê-lo a nova testagem para ter-se segurança dos resultados.

SINAIS DE ALERTA - VISÃO




Os professores podem atuar como agentes preventivos da cegueira observando e encaminhando as crianças que se enquadram nos sinais de alerta abaixo relacionados:

  • Olhos excessivamente irritados;
  • Apertar os olhos ao fixar determinados objetos;
  • Aproximar demasiadamente o estímulo visual;
  • Lacrimejamento.
  • Pestanejamento excessivo;
  • Dor nos olhos;
  • Dores de cabeça;
  • Dificuldade na leitura ou em qualquer atividade que necessite esforço visual;
  • Tropeçar com facilidade.
  • Incapacidade de perceber objetos a distância.
  • Sensibilidade à luz;
  • Estrabismo.
  • Inclinar a cabeça para um dos lados;
  • Tonturas;
  • Visão embaraçada.
  • Visão confusa;
  • Náuseas;
  • Fechar um dos olhos para ler.
  • Levantar da carteira para ler no quadro;
  • Esfregar os olhos com freqüência.
  • Apresentar crostas nas pálpebras;
  • Apresentar purgações ou terçóis (gelo);
  • Apresentar manchas nos olhos.
  • Tremor excessivo nos olhos (Nistagmo);
  • Alterações do comportamento como: irritabilidade, falta de interesse, etc.;
  • Insegurança em brincadeira ao ar livre ao andar;
  • Dificuldade para leitura e escrita.
  • Dificuldade na utilização da linha;
  • Turbulência.
  • Repetência.
  • Nervosismo ao fazer o trabalho.
  • Medo de locomoção.
  • Desinteresse pelas informações visuais.