30 de jun de 2011

Discutiindo Atendimento Educacional Especializado AEE



Reportando-se à minha realidade educacional, vejo que a questão da inclusão, mais especificamente em relação à educação da pessoa portadora de deficiência, ainda está começando a se tornar independente. A pouco menos de 2 anos que a realidade a qual pertenço está se voltando às diferenças individuais, até então ainda existiam classes especiais dentro das escolas, os alunos encontravam-se isolados, segregados, abandonados. Era feito o trabalho individualizado com o aluno, o mesmo não tinha momentos de interação ou contato com outros alunos, não se dava voz ou vez à essas pessoas ou a quem se relacionava com esses mesmos.
O ponto de vista tem mudado, já que agora temos alunos inclusos nas mais diversas deficiências, os ambientes onde esses alunos estudam foram replanejados, tornando-os mais acessíveis, começaram a haver mais discussões de casos, reuniões com os pais e professores para adequar as propostas pedagógicas à essas crianças que estão inseridas em salas comuns. No entanto, ainda há muitas barreiras, como falta de materiais didáticos, adaptações arquitetônicas na maioria das escolas, professores especializados e intérpretes, entre outros, que ainda desfavorecem o livre acesso do portador de deficiência. E o pior de tudo, há ainda preconceito. Muitas escolas não aceitam esses alunos, os vêem como pesos, alguns com pena, outros não os querem naquele local, pois acham que eles acabam atrapalhando ou então gerando mais trabalho, como os mesmos se colocam.
Infelizmente essa realidade ainda é muito aquém do que queremos como educadores, como pessoas que acreditam no potencial das outras pessoas, que não vêem como obstáculo uma deficiência ou uma limitação, mas que vê a pessoa como pessoa, que tem direitos, deveres, sonhos, vontades, que precisam ser vistas como individuo único, assim como todos os outros que não apresentam essas mesmas dificuldades tão enaltecidas como problemas.
As regulamentações de leis e a aplicação delas, assim como as formações de profissionais capacitados, a mudança de olhar são os pontos chave para que essa realidade mude definitivamente. Porém, vejo que ainda levará um tempo para que haja as devidas mudanças. As pessoas precisam mudar no sentido de aceitar o próximo como a si mesmos, enxergar no outro o que enxergam em si, as suas qualidades, seus defeitos, suas potencialidades e suas limitações, aí sim as coisas começarão a acontecer de verdade.

2 comentários:

  1. Boa tarde!

    A maior dificuldade que enfrento é sensibilizar a própria equipe gestora do departamento de educação sobre a Inclusão e Atendimento Educacional Especializado...

    Sou fonoaudióloga, trabalho com educação há 3 anos.

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  2. "portadora de deficiência" NÃO é um termo adequado.

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