26 de ago de 2009

O que é Fonoaudiologia Escolar?

Qual é a função do fonoaudiólogo na escola?

De acordo com a Lei 6965, de 09/12/1981, que regulamenta a profissão, é de competência do fonoaudiólogo que trabalha em escolas desenvolver trabalho de prevenção no que se refere à área da comunicação oral e escrita, voz e audição e também participar da equipe de orientação e planejamento escolar, inserindo aspectos preventivos ligados a assuntos fonoaudiológicos.
A atuação do fonoaudiólogo que trabalha em escolas difere do profissional que atua em clínica e hospitais. Na escola, o fonoaudiólogo atua de forma preventiva, enquanto que em clínicas e em hospitais essa atuação é terapêutica. Não compete ao fonoaudiólogo que trabalha em escolas realizar terapia fonoaudiológica.
O trabalho da Fonoaudiologia Escolar é de orientação, estimulação e detecção de problemas na área de voz, de comunicação oral e escrita e audição, tendo como população-alvo alunos, pais e professores.
Com os alunos, o trabalho fonoaudiológico tem os seguintes objetivos:

1. Otimizar o desenvolvimento da linguagem oral, leitura e escrita.
2. Promover estratégias de prevenção, preservação e controle de abusos e riscos para a voz e a audição.
3. Estimular a eliminação de hábitos inadequados relacionados às alterações fonoaudiológicas.
4. Detectar precocemente alterações fonoaudiológicas relacionadas à audição, voz, motricidade orofacial e linguagem oral e escrita.
5. Encaminhar para profissionais, quando necessário e acompanhar os tratamentos externos à escola.
A atuação com professores visa:
1. Orientar quanto aos cuidados com a voz.
2. Ensinar estratégias vocais para conservação e maximização da voz, durante o uso profissional.
3. Promover informações quanto às alterações fonoaudiológicas, como desenvolvimento normal da linguagem oral, leitura e escrita, e como estes podem ser otimizados em sala de aula.
4. Capacitar o profissional para detecção de possíveis alterações fonoaudiológicas que seus alunos venham a apresentar.
5. Encaminhar o professor que apresentar alterações vocais para profissionais especializados, acompanhando o tratamento.
No trabalho com os pais, o fonoaudiólogo realiza orientações sobre:
1. O desenvolvimento normal da criança e as alterações fonoaudiológicas comuns na infância.
2. A importância do estímulo familiar para otimização do desenvolvimento da criança.
3. O possível problema do filho e explicação de encaminhamentos necessários.

25 de ago de 2009

Diminua o Ronco e a Apnéia com exercícios fonoaudiológicos

A fonoaudiologia também está ajudando atualmente as pessoas que sofrem com o ronco e apnéia.
Estudo epidemiológico realizado pelo Instituto do Sono da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) aponta que 32,8% da população da cidade de São Paulo sofre com apneia do sono. Foram avaliadas em laboratório 1.042 pessoas.
O ronco é um ruído predominantemente inspiratório produzido pela vibração das partes moles da orofaringe . Normalmente a inspiração é iniciada pelos músculos da asa do nariz e propaga-se pela faringe , laringe e parede toráxica até alcançar o diafragma .

Sabe-se que de acordo com as fases do sono ocorre um excessivo relaxamento muscular e também uma alteração da coordenação entre as contrações do diafragma e dos músculos da orofaringe . Se os tecidos moles estiverem hipotônicos (flácidos) ao entrarem em relaxamento , tornam-se mais volumosos e flácidos , gerando o ronco .

A sonolência é a queixa de metade dos casos que chegam aos laboratórios , e mais da metade destes apresentam Síndrome da Apnéia do Sono, um distúrbio freqüente e pouco conhecido . O paciente com S. A S. apresenta ronco intenso entrecortado por pausas de 20 a 40 segundos . A única forma do paciente voltar a respirar é despertando (são breves despertares e podem ocorrer várias vezes por noite) , alterando assim , a qualidade do sono fazendo com que o paciente levante cansado, irritado e sonolento, podendo causar falta de atenção, aumento da pressão arterial, além de outros sintomas.

Há vários tratamentos dependendo das causas do ronco e da apnéia. Entre eles, estão a cirurgia, a farmacoterapia, dietas e o uso de respiradores artificiais. Agora, o novo tratamento, baseado em exercícios, foi desenvolvido pela equipe do Incor (Instituto do Coração de São Paulo).
Esses exercícios objetivam fortalecer a musculatura da garganta envolvendo a língua e o palato mole (parte posterior do céu da boca) podendo reduzir em até 40% a gravidade e os sintomas da apneia do sono -distúrbio que tem como características ronco alto e interrupções da respiração durante o sono.

Os exercícios devem ser feitos com a orientação de um fonoaudiólogo, em frente a um espelho. Para manter os resultados conseguidos na fase inicial, em que os exercícios são mais intensos, eles devem ser continuados todos os dias. Se forem interrompidos, os músculos voltam ao estado de fraqueza e flacidez, permitindo que a apnéia e o ronco retornem.

Ainda que esses exercícios não sejam uma solução definitiva para estes problemas, podem aliviar bastante o incômodo e melhorar a saúde de quem sofre com o ronco e a apnéia. Em alguns casos, os exercícios deverão ser feitos como um complemento a outros tratamentos (como o uso de placas para o maxilar, o CPAP ou a perda de peso).
Procure um pneumologista ou uma fonoaudióloga para receber orientação quanto ao tratamento mais adequado ao seu caso.


No inicio, a criança precisa sugar para desenvolver suas estruturas orais, posteriormente, necessita mastigar para continuar este desenvolvimento e amadurecimento.
A mastigação é uma função condicionada e aprendida e, conseqüentemente, necessita de treino. Este treino deve começar logo que a criança começa a ingerir alimentos além do leite materno.
A consistência dos alimentos é muito importante para esse desenvolvimento. Engana-se quem pensa que quanto mais facilitar a consistência dos alimentos que oferece a criança mais o estará ajudando. Ao contrário, quanto mais os pais e cuidadores puderem oferecer alimentos com sabores e consistências variadas, melhor poderá ser o desenvolvimento dos músculos, ossos e dentes dessas crianças.

Desenvolvimento das consistências alimentares
1. Líquido (leite)
2. Pastoso (papinhas, sopinhas)
3. Sólidos (carnes, pães, cereais)

A criança necessita, fundamentalmente, mastigar para continuar tendo um bom desenvolvimento das suas estruturas orais. Aos dois anos, a sucção deixa de ter total importância para este desenvolvimento, podendo prejudica-lo.
É importante que a criança possua os dentes em bom estado de conservação e que não haja alterações quanto ao encaixe, para não prejudicar a mastigação.
No caso da criança ter dificuldade para mastigar algum tipo de alimento, o ideal é verificar porque ela não está conseguindo mastigar e não simplesmente substituir o alimento por outro mais fácil de ser mastigado.

Posicionamento da criança durante a alimentação

0 a 2 meses
Sentado no colo do adulto
Cabeça o mais elevado possível
Evita-se: dores de ouvido, engasgos

Depois dos 2 anos
A criança sozinha sentada apoiada,
Incentive a interagir com seus alimentos e os objetos ao seu alcance.





DICAS IMPORTANTES:
• Sempre que possível, oferecer pedaços de pão e de frutas para o bebê (a partir dos sete meses) “treinar” a mastigação;
• Dar preferência a alimentos mais consistentes e fibrosos, porque eles auxiliam e fortalecem os músculos e ossos da face. Ex: pão francês, frutas com casca, verduras, beterraba e/ou cenoura crua, carnes em pedaços, etc;
• Quando possível oferecer todos os tipos de alimentos: cereais, grãos, verduras, frutas, legumes, carnes, etc. Assim, a criança terá chance de conhecer e apreciar, desde cedo, os mais variados tipos de sabores, consistências e texturas;
• Quando a criança possuir sua dentição “de leite” praticamente completa (+- 1 ano e meio/ 2 anos), ela já poderá se alimentar com a mesma comida do adulto;
• Evitar substituir refeições por lanches, salgadinhos, bolachas e/ou leite ou vitaminas na mamadeira. Esses alimentos podem ser gostosos, mas não exigem da criança um esforço para mastigar e exercitar a região oral.

21 de ago de 2009

CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA - CONTRIBUIÇÕES PARA O APRENDIZADO DA LEITURA E ESCRITA



Ao ingressar na escola, as crianças de forma geral, já apresentam uma certa competência no uso comunicativo da linguagem oral, apresentando um sistema fonológico adequado, um inventário fonético completo e bom desempenho sintático, semântico e pragmático, que lhes possibilita uma comunicação efetiva. Entretanto, ao entrar em contato com o código escrito, através da relação grafema-fonema, ou seja, precisa entender a relação arbitrária que se estabelece entre os sons que fala e a grafia que os representa. Isto requer uma certa capacidade de refletir sobre a linguagem, mais especificamente sobre os sons da fala.
Alguns autores definem o desenvolvimento da linguagem escrita como uma extensão do desenvolvimento da linguagem oral, uma vez que o alfabeto é uma representação gráfica da linguagem no nível de fonema.
Para que essa representação aconteça, é preciso que o aprendiz do código escrito já possa, de alguma forma e em algum nível, objetivar a palavra ou o enunciado, direcionar a atenção para sua estrutura, perceber seus segmentos (maiores ou menores) e manipulá-los de diferentes formas. Essa capacidade de percepção dirigida aos segmentos da palavra chama-se consciência fonológica, a qual é uma capacidade metalingüística, um conhecimento metafonológico, que se apresenta por meio da possibilidade de se focalizar a atenção sobre os segmentos sonoros da fala e identificá-los ou manipulá-los. De uma atividade inconsciente e desprovida de intenção, essa capacidade evolui para reflexão intencional e atenção dirigida. A intencionalidade é sua característica principal. Essa capacidade também evolui da identificação de rimas e silabas para a possibilidade da identificação de elementos discretos (fonemas) que existem na fala, em um nível abstrato (consciência da natureza psicologicamente segmentada da fala).

Definição e formas de manifestação
A consciência metalingüística é definida como sendo as reflexões conscientes do falante e do ouvinte sobre alguns aspectos primários das atividades lingüísticas como o falar e o ouvir.
Consciência fonológica é um subtipo da consciência metalingüística, esta é definida como capacidade de compreender a maneira pela qual a linguagem oral pode ser dividida em componentes cada vez menores: sentenças em palavras, palavras em silabas e silabas em fonemas. A capacidade de refletir sobre os sons da língua e manipulá-los requer habilidades como adição e deleção de sons, segmentação, discriminação de sons específicos em uma mesma palavra, apreciação de rimas, reversão silábica, memorização e sequencialização de sons além da correlação da imagem articulatória do som e de sua respectiva produção.
Assim sendo, quando se estuda o desenvolvimento da linguagem, é fácil perceber que, quando a criança começa o aprendizado formal do código escrito, já deve ter finalizado há algum tempo o desenvolvimento fonológico da linguagem oral, além de já usar corretamente as regras gramaticais da língua.
Desde os quatro anos de idade, a partir da estruturação de seu sistema fonológico e da possibilidade de produzir corretamente todos os sons da fala, a criança já demonstra eficiência na realização de algumas tarefas, as quais evidenciam sua capacidade, seja de reflexão sobre um enunciado, seja de manipulação da sua estrutura (silabas, rimas, palavras).
Essa capacidade metalingüística de realizar diferentes tarefas de segmentação da fala, quando associada ao conhecimento do alfabeto, pode possibilitar o aprendizado do domínio do código da escrita. Portanto, antes dos seis anos de idade, as crianças já apresentam bom desempenho em análise silábica (mas são praticamente incapazes de contar os fonemas de qualquer palavra).

8 de ago de 2009

FONOAUDIOLOGIA - Que profissão é essa?



"A fonoaudiologia é a ciência que tem como objeto de estudo a comunicação humana, no que se refere ao seu desenvolvimento, aperfeiçoamento, distúrbios e diferenças, em relação aos aspectos envolvidos na função auditiva periférica e central, na função vestibular, na função cognitiva, na linguagem oral e escrita, na fala, na fluência, na voz, nas funções orofaciais e na deglutição” (CFFa - lei nº 6965, de 09/12/1981)


COMPETÊNCIAS DO FONOAUDIÓLOGO

Fonoaudiologia Clínica

Pesquisa, diagnostica, previne e trata distúrbios da comunicação oral e escrita. Atende pacientes com problemas de gagueira, voz, alterações da fala ou dificuldades no aprendizado da linguagem escrita.


Audiologia

Realiza testes para diagnosticar distúrbios de audição em recém-nascidos, crianças e adultos. Junto com o otorrinolaringologista indica e adapta aparelhos de surdez.

Elabora e acompanha programas de prevenção de problemas auditivos em fábricas, ao lado de médicos e engenheiros de segurança do trabalho. 


Voz e Estética orofacial

Aplica técnicas específicas para o aprimoramento da comunicação oral.  

Expressão e impostação da voz de atores, professores, cantores, locutores, políticos, empresários e outras pessoas que tenham a voz como instrumento de trabalho.
Diminuição de rugas e marcas de expressões faciais.


Hospitalar

Realiza atendimentos emergenciais nos casos de distúrbios da alimentação como disfagia em câncer de cabeça e pescoço, queimados, RN prematuros , AVC, amamentação e linguagem.

Atua principalmente em parceria com otorrinolaringologistas, neurologistas, pediatras, enfermeiros e gastroenterologistas.


Onde o Fono Pode Trabalhar ?

Hospitais;
Clínicas fonoaudiológicas, médicas, psicológicas, psicopedagógicas e odontológicas.
Ambulatórios e Postos e/ou Centros de Saúde;
Centros de Reabilitação;
Consultórios Particulares;
PSF – Programa de saúde da família
Universidades;
Escolas de 1• e 2• graus;
Escolas de Educação Especial;
Escolas de Música;
Empresas Industriais;
Empresas de Comunicação (rádio, televisão);
Empresas Cinematográficas e de Teatro.



O Curso de Fonoaudiologia

Abrange a parte de formação básica e geral onde são ofertados conteúdos como Anatomia Geral, Neuroanatomia Aplicada, Biologia e Fisiologia, Psicologia, Física Acústica e Biofísica, Linguística, Neurologia e outros.

Na parte profissionalizante, existem procedimentos clínicos envolvidos na avaliação e no tratamento dos distúrbios da linguagem, da voz e da audição, a partir de exemplos reais.

São ofertadas disciplinas como Audiologia, Avaliação da Linguagem, Audiologia Educacional, Deficiência Mental, Distúrbios da Comunicação, Fonoaudiologia Aplicada à Paralisia Cerebral, Ética Profissional, Aspectos de Ortodontia, Psicomotricidade Aplicada aos Distúrbios da Linguagem entre outras; além dos estágios clínicos, hospitalar e educacional específicos.

DURAÇÃO: 04 anos


Onde você pode estudar (Paraná)

*CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ  Maringá/PR http://www.cesumar.br
*FACULDADE ASSIS GURGACZ  Cascavel /PR http://www.fag.edu.br  
*FACULDADES INGÁ Maringá/PR http://www.uninga.br  
*FACULDADE GLOBAL DE UMUARAMA  Umuarama/PR http://www.fgu.edu.br
*INSTITUTO ADVENTISTA PARANAENSE  Maringá/PR http://www.iap.org.br 
*UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ Londrina/PR http://www.unopar.br  
*UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ Curitiba/PR http://www.utp.br  
**UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CENTRO OESTE Irati/PR  http://www.unicentro.br  

* Particular ** Pública





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