20 de mar de 2009


O que é?

Definida como um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração, a dislexia é o distúrbio de maior incidência nas salas de aula. Pesquisas realizadas em vários países mostram que cerca de 10 a 15% da população mundial é disléxica.
Ao contrário do que muitos pensam a dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência. Ela é uma condição hereditária com alterações genéticas, apresentando ainda alterações no padrão neurológico.
Por esses múltiplos fatores é que a dislexia deve ser diagnosticada por uma equipe multidisciplinar, sobre a qual falaremos mais adiante.Esse tipo de avaliação dá condições de um acompanhamento pós diagnóstico mais efetivo, direcionado às particularidades de cada indivíduo com resultados concretos.


Sinais na Pré-escola

Fique alerta se a criança apresentar alguns desses sintomas:
• Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem.
• Dificuldade em aprender rimas e canções.
• Falta de interesse por livros impressos.

O fato de apresentar alguns desses sintomas não indica necessariamente que ela seja disléxica; há outros fatores a serem observados. Porém, com certeza, estaremos diante de um quadro que pede maior atenção e/ou estimulação.


Sinais na idade escolar

Nesta fase, se a criança continua apresentando alguns ou vários dos sintomas a seguir, é necessário um diagnóstico e acompanhamento adequado, para que possa prosseguir em seus estudos junto com os demais colegas e não tenha prejuízos emocionais:
• Dificuldade na aquisição e automação da leitura e escrita.
• Pobre conhecimento de rima (sons iguais no final das palavras) e aliteração (sons iguais no início das palavras).
• Dificuldade em copiar de livros ou da lousa.
• Desorganização geral. Podemos citar os constantes atrasos na entrega de trabalhos escolares.
• Confusão entre direita e esquerda.
• Dificuldade em manusear mapas, dicionários, listas telefônicas, etc
• Vocabulário pobre, com sentenças curtas e imaturas ou sentenças longas e vagas.
• Dificuldade na memória de curto prazo, como instruções, recados, etc.
• Dificuldade em decorar seqüências, como meses do ano, alfabeto, etc.
• Problemas de conduta como: retração, timidez excessiva, depressão, e menos comum, mas também possível, tornar-se o "palhaço" da turma.
• Fraco desempenho nas provas escritas, no entanto melhor resultado nas avaliações orais.
Se, nessa fase, a criança não for acompanhada adequadamente, os sintomas persistirão e irão permear a fase adulta, com possíveis prejuízos emocionais, além de sociais e laborais.


Sinais na fase adulta

Se não teve um acompanhamento adequado na fase escolar ou pré-escolar, o adulto disléxico ainda apresentará dificuldades:
• Continuada dificuldade na leitura e escrita;
• Memória imediata prejudicada;
• Dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua;
• Dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomia);
• Dificuldade com direita e esquerda;
• Dificuldade em organização;
• Aspectos afetivos emocionais prejudicados, trazendo como conseqüência: depressão, ansiedade, baixa auto-estima e algumas vezes o ingresso no uso de drogas e álcool.


Diagnóstico

Os sintomas que podem indicar a dislexia, antes que seja feito um diagnóstico multidisciplinar, só indicam um distúrbio de aprendizagem, mas não confirmam a dislexia. Os mesmos sintomas podem indicar outras síndromes neurológicas ou comportamentais.
Então, como diagnosticar a dislexia?
Identificado o problema de rendimento escolar ou sintomas isolados, que podem ser percebidos na escola ou mesmo em casa, deve-se procurar ajuda especializada.
Uma equipe multidisciplinar formada por: Psicóloga, Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clínica deve iniciar uma minuciosa investigação. Essa mesma equipe deve ainda garantir uma maior abrangência do processo de avaliação, verificando a necessidade do parecer de outros profissionais, como Neurologista, Oftalmologista, Otorrinolaringologista e outros, conforme o caso.
A equipe de profissionais deve verificar todas as possibilidades antes de confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia.
É o que chamamos de AVALIAÇÃO DIFERENCIAL MULTIDISCIPLINAR.
Outros fatores deverão ser descartados, como déficit intelectual, disfunções ou deficiências auditivas e visuais, lesões cerebrais (congênitas e adquiridas), desordens afetivas anteriores ao processo de fracasso escolar (com constantes fracassos escolares o disléxico irá apresentar prejuízos emocionais, mas estes são conseqüências, não causa da dislexia).

Neste processo ainda é muito importante:
• Tomar o parecer da escola e dos pais;
• Levantar o histórico familiar e de evolução do paciente.
Essa avaliação não só identifica as causas das dificuldades apresentadas, assim como permite um encaminhamento adequado a cada caso, por meio de um relatório por escrito.
Sendo diagnosticada a dislexia, o encaminhamento orienta o acompanhamento consoante às particularidades de cada caso, o que permite que este seja mais eficaz e mais proveitoso, pois o profissional que assumir o caso não perderá tempo na identificação do problema, bem como terá ainda acesso a pareceres importantes.
Conhecendo as causas das dificuldades, o potencial cognitivo e as características individuais, o profissional pode utilizar a linha terapêutica clínica que achar mais conveniente.
Os resultados irão aparecer de forma consistente e progressiva. Ao contrário do que muitos pensam o disléxico sempre contorna suas dificuldades, encontrando seu caminho. Ele responde bem a situações que possam ser associadas a vivências concretas e aos múltiplos sentidos. O disléxico também tem sua própria lógica, sendo muito importante o bom entrosamento entre profissional e paciente.
Outro passo importante a ser dado é definir um programa em etapas e somente passar para a seguinte após confirmar que a anterior foi devidamente absorvida, sempre retomando as etapas anteriores. É o que chamamos de sistema MULTISSENSORIAL e CUMULATIVO.
Também é de extrema importância haver uma boa troca de informações, experiências e harmonia nos procedimentos executados, entre profissional, escola e família.


ATENDIMENTOS SOCIAIS

Diagnóstico e Tratamento

AND - Associação Nacional de Dislexia - é formada por uma equipe que congrega fonoaudiólogos, psicopedagogos, psicólogos, pedagogos, médicos e profissionais de áreas afins. Seus profissionais atendem em todo o grande Rio.Para maiores informações entre em contato através do seguinte endereço:Rua José Macedo Soares, 12/201, Gávea, Rio de Janeiro - RJ - CEP: 22470-100Tel.: (21) 2529-2461

ABD – Associação Brasileira de Dislexia - formada por uma equipe de fonoaudiólogos, psicopedagogos, psicólogos, neurologistas e profissionais de áreas afins também presta o mesmo atendimento, através do CAE - Centro de Avaliação e Encaminhamento.Para maiores informações entre em contato através do seguinte endereço:Av. Angélica, 2318 – 7o. andar – Higienópolis – São Paulo – SP – CEP:01228-200Tel.: (11) 3258-7568 / 3231-3296 / 3237-0809

Sinais de Alerta

Como a dislexia é genética e hereditária, se a criança possuir pais ou outros parentes disléxicos, quanto mais cedo for realizado o diagnóstico melhor para os pais, a escola e a própria criança. A criança poderá passar pelo processo de avaliação realizada por uma equipe multidisciplinar especializada, mas se ainda não estiver em fase de alfabetização o diagnóstico será apenas de uma "criança de risco".

Haverá sempre:
• Dificuldades com a linguagem e escrita;
• Dificuldades em escrever;
• Dificuldades com a ortografia;
• Lentidão na aprendizagem da leitura;
Haverá muitas vezes:
• Discalculia, dificuldade com a matemática, sobretudo na assimilação de símbolos e na tabuada;
• Dificuldade com a memória de curto prazo e com a organização;
• Dificuldade em seguir indicações de caminhos e em executar seqüências de tarefas complexas;
• Dificuldade para compreender textos escritos;
• Dificuldade em aprender uma segunda língua.

Haverá às vezes:
• Dificuldade com a linguagem falada;
• Confusão entre direita e esquerda;
• Dificuldade com a percepção espacial.
Mensagem para os professores que lidam com Disléxicos

• Interesse-se pelo seu aluno disléxico. Ele se sente inseguro e preocupado com as suas reações.
• Dê-lhe atenção individualizada sempre que possível. Ele deverá saber que pode perguntar sobre o que não compreende.
• Estabeleça critérios para seus trabalhos, em termos concretos, para que ele possa entendê-los, sabendo que realizar um trabalho sem erros está fora de suas possibilidades.
• Avalie seus progressos em comparação com ele mesmo, com seu nível inicial, não com o nível inicial dos demais em suas áreas deficientes, ajude-o nas áreas em que ele precisa melhorar.
• Esteja certo de que ele entendeu as tarefas. Divida as lições em partes e verifique a cada etapa se ele realmente compreendeu. O disléxico não é INCAPAZ! Ele capta muito bem as instruções que lhe são dadas passo a passo.
• As informações novas devem ser repetidas mais de uma vez, devido ao seu problema de memória de curto prazo.
• Ele requer mais “prática” que um estudante sem dislexia.
• Ele necessita de ajuda para relacionar conceitos novos com conceitos anteriores.
• Dê-lhe mais tempo: para organizar seus pensamentos, para terminar o seu trabalho. Se não há limites de tempo ele estará menos nervoso e em melhores condições de mostrar o seu trabalho.
• Alguém pode ajudá-lo lendo-lhe o material de estudo e, em especial, as provas.
• Evite a correção sistemática de todos os erros em sua escrita.
• Se possível, faça exames orais, evitando as dificuldades que se sobrepõem de sua leitura, escrita e capacidade de organização.
• Deve-se levar em conta que o aluno disléxico levará mais tempo para fazer as suas tarefas de casa que os demais da classe. Cansa mais do que os outros. Procure dar-lhe um trabalho mais rápido que os demais. Não aumente suas frustrações.
• É FUNDAMENTAL FAZER OBSERVAÇÕES POSITIVAS SOBRE O SEU TRABALHO. ORIENTÁ-LO SOBRE O QUE ESTÁ AO SEU ALCANCE PODERÁ AJUDÁ-LO. ELOGIAR E ESTIMULAR SEMPRE QUE POSSÍVEL.
• É FUNDAMENTAL estar consciente quanto à sua necessidade de desenvolver sua auto-estima. Os professores deverão dar oportunidades para que o aluno se destaque positivamente em sua classe. Evite compará-lo a outros alunos em termos negativos. Não fazer jamais chacotas sobre suas dificuldades. Não fazê-lo ler em voz alta em público contra sua vontade. É uma boa medida encontrar algo em que a criança se sinta bem e estimular sua auto-estima mediante estímulo e êxito.
• Deve-se considerar, como dito antes, sua produção quanto às suas possibilidades, esforços e êxitos, em vez de avaliá-lo comparando-o aos demais da classe. É o sentimento de êxito que o leva ao sucesso. A frustração constante o conduz ao fracasso.
• Permita-lhe aprender com as maneiras que lhe são possíveis, com instrumentos alternativos à leitura e à escrita: dicionários, calculadoras, tabuadas, computador etc.


Mensagem para a criança disléxica:

• Aceite o fato de que você tem uma dificuldade, não tente escondê-la.
• Você não tem uma desculpa, você tem um DESAFIO. Encare o desafio. Nunca Desista!!!
• Você poderá aprender a ler e a escrever quando lhe for ensinado adequadamente.
• Pessoas muito brilhantes que são conhecidas como disléxicas: Walt Disney, Tom Cruise, Einstein, Rodin, Nelson Rockfeller, Cher e outros.• Não aceite o veredicto de que você é preguiçoso, burro ou retardado.
• Lembre-se de que todos nós somos únicos e você tem um talento especial. Não o enterre nas suas próprias incertezas, use-o e ficará bem.


Mensagem para a família do disléxico:

• Lembre-se de que seu filho é capaz.
• Leia para ele, todos os dias, bons livros, jornais, revistas, enfim todo tipo de texto que realmente o interesse.
• Saiba que seu filho aprenderá a ler e a escrever se lhe for ensinado corretamente.
• Ajude-o a se conscientizar disso também.
• Dê-lhe ajuda e amor. Entenda como é frustrante sua vida escolar em conseqüência de suas dificuldades.
• Encoraje seu filho a ler livros engraçados, páginas de seu esporte favorito, avisos, propagandas. Encoraje-o a ler qualquer coisa que pareça agradá-lo não importa o jeito pelo qual ele o faça.
• Ajude-o a desenvolver senso de humor brincando e jogando com ele.
• Leve-o para exposições, teatros, esportes, cinemas. É importante que a família se divirta junto.
• Encoraje-o a fazer coisas que ele faz bem. Lembre-se, há mais para se viver do que só a vida escolar!

Palavras de estímulo do MEC

(extraídas do Ofício nº 525 / MEC / SEESP / GAB - Brasília, 18 de agosto de 2003)


“De acordo com as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, a ação da Educação Especial tem como abrangência não apenas as dificuldades de aprendizagem relacionadas a condições , disfunções limitações e deficiências, mas também aquelas não vinculadas a uma causa orgânica específica, considerando que, por dificuldades cognitivas, psicomotoras e de comportamento, alunos são freqüentemente negligenciados ou mesmo excluídos de apoios escolares.O quadro das dificuldades se aprendizagem “absorve uma diversidade de necessidades educacionais, destacadamente aquelas associadas a: dificuldades específicas de aprendizagem, como a dislexia e disfunções correlatas, problemas de atenção, perceptivos, emocionas...”Podemos destacar ainda em relação às Diretrizes Nacionais da Educação Especial na Educação Básica em que diz: no art. 8º: as escolas regulares devem prever e prover na organização de suas classes comuns, serviços de apoio pedagógico especializado em sala de recursos para atender às necessidades educacionais especiais dos alunos, utilizando procedimentos, equipamentos e materiais específicos.


Além disso, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/96) no seu art.59, inciso I, enfatiza que: “os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais: currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades.”Em se tratando de alunos disléxicos, a escola em sua proposta pedagógica, deve prever avaliação individualizada de mecanismos diferenciados que facilitem esse processo, assim como permitir que o professor trabalhe com o aluno de forma diferenciada, observando suas necessidades e identificando adaptações que favoreçam o seu aprendizado.”
Legislação

Programa Estadual para Identificação e Tratamento da Dislexia na Rede Oficial de Educação.Lei n.º 12.524, de 2 de Janeiro de 2007.

Legislação de apoio para atendimento ao disléxico LDB 9.394/96Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (ECA)Deliberação CEE nº 11/96Indicação CEE nº 5/98, de 15/4/98Parecer CEE nº 451/98 - 30/7/98Parecer CNE/CEB nº 17/2001Resolução CNE/CEB nº 2, de 11 de setembro de 2001


Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de DeficiênciaDecreto nº 3.298, de 20 de Dezembro de 1999 - Regulamenta a Lei nº 7.853, de 24 de outubro de 1989

Diretrizes nacionais para a educação especial na educação básica Processo nº 23001-000184/2001-92Parecer nº 17/2001 - Colegiado: CEB - Aprovado em: 03.07.2001

Emenda LDB - ENTEC / SEESPPNE – Uma questão de inclusão

Projeto de resolução CNE / CEB, Julho de 2001Institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação BásicaLEGISLAÇÃO (FEDERAL) RELATIVA À INCLUSÃO


LEIS







DECRETOS







RESOLUÇÕES








PARECERES



DOCUMENTOS INTERNACIONAIS








Publicações e Materiais

Nem Sempre É o Que Parece:Como enfrentar a Dislexia e os Fracassos EscolaresAutor: Maria Ângela Nico e Maria Eugênia IanhezEditora Campos.

Dislexia: Ultrapassando as Barreiras do PreconceitoAutor: James Bauer – Trad. Maria Ângela Nico Editora Casa do Psicólogo.

A Vida Secreta da Criança com DislexiaAutor: Robert Frank Editora: M. Books EditoraO Dom da DislexiaAutor: Ronald D Davis; Eldon M. Braun Editora: RoccoLivro

Dislexia, Fala E Linguagem Autor: Margaret J. Snowling, Joy Stackhouse Editora: ArtmedENTENDENDO A DISLEXIA Autor: SALLY SHAYWITZ,Editora: ARTMED

Fomos Maus AlunosAutor: Gilberto Dimenstein; Rubem AlvesEditora: Papirus

Removendo Barreiras Para A AprendizagemAutor: Rosita Edler CarvalhoEditora: WVA

Educação Inclusiva com os Pingos nos isAutor: Rosita Edler CarvalhoEditora: Mediação

14 de mar de 2009

PSICOMOTRICIDADE PARA BEBÊS

Primeira fase: até os 3 meses

Durante esse período, a vida do recém-nascido é ritmada pelo sono e pela alimentação, ritmo que deve ser respeitado. Desde essa idade a personalidade de cada um se revela. Alguns são bem ativos e outros mais quietinhos, mas todos tem necessidade de carícias, de palavras ternas, de estímulos, de movimento.








O que pode ser feito com o bebê?


A descontração: Nesta idade é o que há de mais importante. O corpo do bebê mostra-se muito rígido, braços e pernas dobrados, punhos cerrados. A mão é especialmente tranquilizante, a criança dormirá melhor e chorará menos. Você pode tentar essa descontração depois do banho, antes de deitar ou se o bebê chora muito (uns 5 a 10min devem bastar).
Alguns movimentos de ginástica: O termo ginástica pode parecer impróprio porque os movimentos são de fato reflexos musculares que correspondem a um estímulo. Mas se cada estímulo é a companhado por um encorajamento, se a cada resposta da criança você mostrar, pelo olhar, gesto e voz, seu contentamento, bem depressa a criança vai compreender o que lhe pede. Aos poucos esses movimentos desenvolverão a capacidade respiratória, facilitarão a digestão, darão um movimento regular aos instintos, tonificarão o conjunto dos músculos abdominais.

O movimento global:
O virar/revirar que se pode fazer cada vez que se troca a criança.

O que você deve saber:
1. Como carregar a criança;
2. Como deitá-la;
3. Como falar com ela;
4. Brinquedos;
5. O espaço;
6. Cuidados de higiene.







1) Descontração global

Posição: Colocar a criança de costas, sobre a bola não muito cheia ou sobre o tapete de EVA. Através de batidinhas regulares, lentas e dadas muito suavemente na bola ou na própria criança, obter o relaxamento do corpo (braços, pernas, nuca e costas)
Finalidade: Distenção corporal, familiarizar com a bola através do tato e da visão.


2) Abertura da mão
Posição: Deitar a criança de costas no tapete de EVA. Começar a distendê-la desde o ombro, descer progressivamente até a mão, com ajuda de palmadinhas regulares, repetir o movimento por toda a parte inferior do braço. Quando a criança abre a mão, distender o outro braço, a outra mão; fazer com quem ela acaricie o próprio corpo, o rosto, o rosto e mão da educadora.
Preucações: Nunca puxar nem esticar o braço do bebê, saber esperar e conseguir o relaxamento muscular, sua mão e seu braço devem estar bem maleáveis.
Finalidade: Obetr a abertura da mão através da descontração do ombro.


3) Cruzamento dos braços
Posição: Deitar a criança de costas no tapete de EVA. A cuidadora segura os antebraços da criança. Trazer devagar, pelos movimentos de descontração, as mãos da criança até os ombros opostos, cruzando-lhe os braços. Fazer com que a criança sinta o contrato do próprio corpo, acaricie os ombros, o tórax , o rosto. Distender suavemente as mãos da criança, estender-lhe um brinquedo, deixar que ela o manipule e olhe: um dia ela vai segura-lo.
Preucações: Preste sempre atenção no modo como você segura os braços e na leveza de movimentos.
Finalidade: Tomar consciência do corpo. Relaxamento.


4) Descontração dos braços
Posição: A criança deitada de costas no chão, na bola ou na mesa. Deixar que a criança pegue seus polegares ou segurá-la pelos antebraços: estender-lhe os braços para a frente e depois abaixá-los lateralmente, em cruz.
Preucações: Os braços devem ficar completamente esticados na altura dos ombros e levados delicadamente à posição dos braços em cruz.
Finalidade: Obter a extenção completa dos braços.


5) Descontração das pernas
Posição: A criança deitada de costas no chão ou na mesa. Segurar as pernas um pouco abaixo da articulação do joelho, balancá-las de leve. Alternativamente, por meio de tapinhas e de balanços, levar um joelho em direção ao peito, e depois o outro.
Finalidade: Obter a extenção das pernas e alongamentos dos músculos.


6) Extenção das pernas
Posição: A criança deitada de costas, no chão ou na mesa, com as pernas juntas. Com uma mão segurar a barriga das pernas e com outra sobre os joelhos, fazer progressiva e delicadamente com que as pernas se estendam horizontalmente. Colocar uma mão embaixo da planta dos pés (tornozelos em ângulo reto) e a outra por cima dos joelhos; estender pouco a pouc as pernas fazendo um movimento de baico para cima mas sem ir até o chão.
Preucações: Prestar atenção na posição da bacia; toda a região lombar deve ficar encostada na mesa. Nunca forçar as possibilidades do bebê pois é normal que a flexão dos membros inferiores vá diminuindo no decorrer dos primeiros meses.
Finalidade: Tornar mais flexíveis e mais longos os músculos das pernas.


7) Adução das pernas
Posição: A criança deitada de costas, no chão ou na mesa. Com as mãos colocadas em arco por baixo dos joelhos, através de balanças muito lentos e brandos, a mãe conduz progressivamente ao alongamento e afastamento das pernas.
Preucações: nunca forçar se houver resistência. Saber esperar o relaxamento.
Finalidade: Tornar mais flexíveis, mais longos e mais relaxados os músculos internos da coxa.


8) Jogo do rolo
Posição: No chão, deitar a criança de bruços com os braços por cima do rolo menor. Segurar a criança pelas coxas e pela bacia, empurrá-la levemente num movimento de vai e vem. Atrair-lhe a atenção por meio de um brinquedo.
Preucações: Sustentar a bacia ligeiramente.
Finalidade: Libertar os braços.


9) Movimentos dos pés
Posição: A criança deitada de costas. Segurar pelo cabo a escova de dentes. Provocar uma excitação ao longo da face externa da perna; passar a escova por trás do tornozelo a fim de obter um movimento de endireitamento e rotação do pé para o lado de fora. Excitar em seguida a face interna da perna, de modo a obter, de modo a obter um movimento de rotação para o lado de dentro. Quando você passar a escova sob a planta do pé, a criança abaixará o pé, crispando os dedos. Em seguida, passar a escova no peito do pé: a criança erguerá o pé e os dedos.
Preucações: Cada movimento pode ser feito quatro ou cinco vezes por dia, antes do banho, por exemplo.
Finalidade: Tomar consciência do corpo no nível dos pés. Tonificar os músculos do pé.


10) Movimentos abdominais 1
Posição: A criança de costas, no chão.
Finalidade: Tonificar os músculos abdominais. Fazer com a unha, sbore a barriga da criança, uma série de traços nítidos e precisos em volta do umbigo. Cada passagem da unha deve provocar, como resposta, uma contração abdominal.
Preucações: Após cada traço esperar pela reação da criança.


11) Movimentos abdominais 2
Posição: A criança deitadas de costas, no chão.
Finalidade: Regularizar as funções intestinais. Tonificar os músculos abdominais. Segurar com a mão interna, delicada mas firmemente, toda a massa abdominal. Deve-se sentir que a criança encolhe a barriga: retirar a mão imediatamente. Estimular a criança pela voz e gesto a fim de conseguir sua colaboração. Mostrar aprovação quando ela consegue.
Preucações: Fazer estes exercícios quatro ou cinco vezes na hora do banho. No caso de prisão de ventre fazer de 5 a 10 vezes, a cada troca de fraldas.


12) Movimentos respiratórios
Posição: No chão a criança deitada de costas com as pernas dobradas.
Finalidade: Aumentar a amplitude respiratória. Usar a respiração costal e fazer funcionar o diafragma. Fazer com os joelhos da criança uma leve pressão sobre sua barriga, provocando assim a contração dos músculos abdominais. Esperar que a criança solte a respiração através de uma grande expiração; relaxar a pressão. A criança retoma a respiração. Repetir quatro ou cinco vezes.
Preucações: Manter a pressão sobre os músculos abdominais apenas por alguns segundos.


13) Movimentos dorsais 1
Posição: No tapete, por a criança de bruços sobre a almofadinha cônica.
Finalidade: Tonificar os músculos dorsais. Da à criança a possibilidade de brincar, de apalpar o chão com as mãos. A criança se apóia nas mãos ou nos antebraços. Fazer-lhe uma carícia nas costas para que ela erga a cabeça e as costas.
Preucações: Escolher uma almofada proporcional ao tamanho da criança. Evitar a curvatura lombar.


14) Movimentos dorsais 2
Posição: Segurar a criança de encontro a si, com uma mão sustentando-lhe os joelhos e com a outra o busto. O espelho permite que a mãe verifique a posição de suas mãos e as reações da criança.
Finalidade: Reforçar os músculos da nuca e das costas. Fazer com que o ângulo de inclinação esteja de acordo fom a força da criança. Atrair-lhe a atenção para que ela erga as costas.


15) Virar/revirar
Posição: Deitar a criança de costas no tapete.
Passagem da posição de costas à posição de bruços: Com a mão direita da professora colocada em arco sob o joelho esquerdo dobrado da criança, manter com o punho a perna direita esticada no chão; dobrar-lhe o quadril esquerdo, levantar a nádega esquerda imprimindo-lhe um movimento de rotação para o lado direito. Com a mão esquerda colocar o braço direito da criança estendido para cima. Continuar o movimento de virar sobre a barriga, solicitando a participação da criança (dar-lhe tapinhas nas nádegas, atrir-lhe o olhar com um brinquedo) e sobretudo felicitá-la cada vez que ela faz um esforço.
Passagem da posição de bruços à posição de costas: Bem mais fácil. Abaixar o ombro da criança dobrando-lhe o braço direito por baixo do peito: a volta à posição de costas se realiza quase por si só. Nas primeiras vezes segurar a cabeça da criança para que não bate no chão. Repetir o mesmo movimento do outro lado. Segurar o joelho direito da criança com a mão esquerda.
Preucações: Para que a criança fique bem descontraída e segura, experimente os movimentos com boneca de pano. Mantenha sempre o quadril flexionado.
Finalidade: Esboço do movimento voluntário. Esse movimento torna-se logo natural. Cada vez que você trocar a criança, que lhe abotoar a roupa nas costas, em vez de virá-lo como um bife, procure proceder assim.