2 de nov de 2009

Consciência Fonológica


Atividades que estimulam as habilidades de consciência fonológica durante a educação infantil:

1. No momento da chamada, chamar e escrever o nome do aluno no quadro, por ex: “Rafael, termina em “el”, estimular as crianças a repetirem a silaba “el” e verificar a existência de mais alunos presentes com o nome com esta terminação, como: Daniel, Gabriel, etc. Fazer isso com todos os nomes da chamada, usando também a sílaba inicial do nome e nomes que rimam.

2. Trabalhando a Janelinha do tempo, dialogando com os alunos, como por exemplo: Esta um dia chuvoso, questionar os alunos sobre o som da chuva, como: Chuá chuá. Escrever no quadro a palavra Chuá, que refere-se a representação do som repetido pelas crianças. Outro ex: o som do trovão: Trooom! Aproveita-se pra trabalhar o som “tr” o qual as crianças possuem dificuldades pra pronunciar, assim, busca-se outras palavras com “tr” como trator, estrada, trovão, trabalho. Estimular as crianças a repetir cada palavra e fazer exercícios orais “trrrrr” mostrando a localização da língua durante esta pronúncia.

3. Aproveitando um momento de descontração dos alunos, pode-se fazer o som de “silêncio!” como chiiiuuuu... Neste momento estimula-se a criança a repetir este som em diversas palavras como chuveiro, chave, chocolate, etc. Aproveita-se pra trabalhar sílabas que as crianças possuem dificuldades de pronunciar como com as letras “rr””ss”e troca de letras como “d”no lugar do “g”, "i" no lugar do "l", "x" no lugar do "s", entre outras. Uma boa forma de se trabalhar estas letras é com músicas buscando estimular os alunos a repetir palavras que pronunciam incorretamente e demonstrando a forma certa através da música.

4. Objetivo ampliar o vocabulário
•Conhecer o nome de diferentes objetos do entorno.
•Recursos; uma cesta de vime, um tambor, uma almofada e brinquedos familiares ursinhos de pelúcia, pato de borracha, carrinho etc.)
•Descrição;. Peça as crianças que se sentem no chão, formando um circulo.
•Coloque a cesta vazia no centro do circulo e ponha os brinquedos em diferentes locais da sala.
•Convide uma criança de cada vez a procurar o brinquedo nomeado na canção e colocá-lo dentro da cesta. Enquanto a criança procura a brinquedo, cante e toque o tambor, acompanhado do canto e das palmas das demais crianças que permanecem no circulo

No tambor, no tambor,
No tambor da alegria
Quero que você me leve
Ao tambor da alegria (repetir tudo)
Maria, oh Maria ( José, Pedro,Lúcia)
Maria amiga minha,
Quero que você ponha
O ursinho (pato, carrinho) na cestinha.

Esta atividade pode ser feita todos os dias com os objetos diferentes para ampliar vocabulário; utensílios de cozinha, ferramentas infantis, objetos de higiene pessoal, materiais escolares etc.

5. Expressar palavras completas: MEU CORPO
Objetivo especifico: Conhecer e apontar as partes do corpo.
Recursos:Fita cassete ou CD com a canção.
Descrição:
*Forme uma ciranda com as crianças e convide-as a cantar A cabeça acima está.
*Cante a canção tocando em cada uma das partes do corpo mencionadas na letra.
*Repita a canção varias vezes, enfatizando os nomes de cada parte do corpo.
*Termine a canção e peça às crianças para tocarem as diferentes partes do corpo que você: Vamos tocar a cabeça.Vamos tocar o nariz, vamos tocar a orelha.
*Motive as crianças a darem elas mesmas as instruções para tocar diferentes partes do corpo.

A Cabeça Acima Está
A cabeça acima está
É usada para pensar
Olhos,boca e nariz
Para ver e respirar
Mais embaixo o coração
Que faz tum,tum,tum
O umbigo está mais embaixo
E por ultimo vêm os pés.

6. OBEJTIVOS
A) Levar a criança a perceber que as frases são formadas por palavras.
B) A criança deve completar a palavra que está faltando na frase.
Músicas folclóricas

Réu,réu
Vai pro céu
Vai buscar o meu chapéu!
Se for novo trá-lo cá.
Se for velho deixa-o lá!

Sugestões de atividade a partir das músicas
1. Decorar a música.
2. Falar as frases da música, destacando as palavras
CÉU-CHAPÉU-CÁ-LÁ
** Assim **

Réu,réu
Vai pro_____________ (a criança deve completar)
Vai buscar o meu________!
Se for novo trá-lo______.
Se for velho deixa-o____!
3. Bater palma concomitantemente para palavra cantada

7. RIMAS COM OS NOMES
O professor poderá registrar, em um cartaz, o texto abaixo e pedir aos alunos que o completem oralmente, com nomes de animais, objetos, frutas, brinquedos que rimam com os de pessoas. O professor deverá completar o texto escrevendo as palavras ditas pelas crianças.

Vou comprar um presentinho
Para meus bons amiguinhos.
O que será que vou dar?
Vocês vão adivinhar.
Para o Joaõzinho
Vou dar um.......................(carrinho)
Para o Mário
Eu dou um........................(canário)
Para o Renato
Um...................................(gato)
Para o Ricardinho
Vou dar um ......................(passarinho)
Para a Grasiela
Eu dou uma.......................((panela)
Para a Arlete
Um.....................................(chiclete)
Para o Gabriel
Vou dar um......................( pastel)

8. LOTERIA DAS PALAVRAS
Para essa atividade serão necessários vinte e quatro cartões de 6 x 6 centímetros, com as seguintes ilustrações:

Aranha – picanha
Leão – melão
Sol – caracol
Pipoca – minhoca
Borboleta – pirueta
Caminhão – violão
Gato – pato
Berço – terço
Campeão – sabão
Elefante – gigante
Amarelo – chinelo
Caminhonete – chiclete

*Descrição:
*Instrução: Vamos procurar qual é a palavra que tem o som parecido com .... leão?
Selecione o cartão do leão e deixe que procurem entre as figuras uma com som parecido com leão.
Espere que as crianças encontrem aquela com som parecido e pergunte: Em que são parecidas?
Construa outras perguntas a partir da respostas das crianças.
Coloque cada figura ao lado daquela que rima em seguida pronunciem cada uma com seu par.

9. JOGO COM RIMAS E TRAVA-LÍNGUAS
*Recursos: livros com trava-línguas e rimas, lápis de cores, cola e tesouras.
*Descrição: Selecione rimas e trava-línguas de diversos livros e com eles elabore seu próprio livro colocando ilustrações dos personagens. Escreva o texto abaixo das ilustrações. Repita em voz alta a s rimas ou trava-línguas. Faça-o várias vezes até que a criança se familiarize com as palavras. Pronuncie lentamente os sons e depois, pouco a pouco, vá aumentando a velocidade enfatizando os sons que se repetem. Após ter repetido várias vezes deixe a criança tentar. Você diz o primeiro verso e a ajuda a repeti-lo. Continue assim até que ela possa dizê-lo sem auxílio.
É importante que toda atividade seja divertida, e não se deve forçar a criança a repetir os versos, caso ela se negue, brinque você com as palavras e mostre as ilustrações.

10. Eu vou dizer três palavras, duas rimam e uma não. Qual não rima?
- CHUPETA / BIGODE / ROLETA
- LATA/DEDO/MEDO

11. O professor deve falar uma frase.
Depois a repete sem a última palavra. A criança deve dizer então a palavra que faltou. Por exemplo: Fui na casa da vovó comer macarrão. Fui na casa da vovó comer______.
Depois o professor transcreve esta frase e recorta – uma palavra em cada pedaço de cartolina. Com as crianças recria a sentença e fixa em local visível. Retira novamente a última palavra e refaz a pergunta.

12. Jogo do Descubra a Palavra.
*Objetivos: As crianças serão capazes de combinar e identificar uma palavra que foi desmembrada nos sons que a compõe.
*Materiais: Cartões com figuras de objetos facilmente reconhecíveis pelos alunos, como sino, ventilador, bandeira, cobra, árvore, livro, copo, relógio.
Atividade: Coloque um pequeno número de figuras diante da criança. Diga que você vai dizer uma palavra usando a 'fala da lesma', uma forma lenta de dizer as palavras, (p.ex: sssssiiiiinnnnnooooo). Deixe que a criança olhe as figuras e descubra a palavra que está sendo dita. É importante que a criança descubra a palavra por ela mesma, então todas devem ter a sua oportunidade de tentar.

13. RIMAS COM AS HORAS DO DIA
Desenvolvimento:
Diga o inicio de cada verso para que as crianças completem da maneira como escutarem ou inventem uma nova rima.
A galinha magricela.

Eu conheço uma galinha
A galinha da vizinha
Avezinha magricela e depenada
Quem tem pena da galinha
Avezinha depenada
A galinha magricela da vizinha?
Bota ovos pela sala
No banheiro e na cozinha
Ela bota, bota, bota
Sem parar
A galinha magricela
Bota ovos sem parar
A galinha magricela
É magrela de botar
A galinha magricela
E bota um e bota dois e bota três
A galinha magricela
Vira cambota e bota quatro de uma vez
A galinha magricela
E bota dez e bota cem e bota mil
A galinha magricela
Bota ôvo bota banca
De mais bela do Brasil

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A Galinha Ruiva
(conto do folclore internacional)

Era uma vez uma galinha ruiva, que morava com seus pintinhos numa fazenda. Um dia, ela percebeu que o milho estava maduro, pronto pra colher e virar um bom alimento.
A galinha ruiva teve a idéia de fazer um delicioso bolo de milho. Todos iam gostar! Era muito trabalho: ela precisava de bastante milho para o bolo. Quem podia ajudar a colher a espiga de milho no pé? Quem podia ajudar a debulhar todo aquele milho? Quem podia ajudar a moer o milho para fazer a farinha de milho para o bolo? Pensando nisso que a galinha ruiva procurou seus amigos.

- Quem pode me ajudar a colher o milho para fazer um delicioso bolo? - perguntou a galinha.
- Eu não, disse o gato. Estou com muito sono.
- Eu não, disse o cachorro. Estou muito ocupado.
- Eu não, disse o porco. Acabei de almoçar.
- Eu não, disse a vaca. Está na hora de brincar lá fora.
Todo mundo disse não. Então, a galinha ruiva foi preparar tudo sozinha: colheu as espigas, debulhou o milho, moeu a farinha, preparou o bolo e colocou no forno.
Quando o bolo ficou pronto... Aquele cheirinho bom do bolo foi fazendo os amigos se chegarem. Todos ficaram com água na boca.

14. Rimas: pedir para criança escrever outra palavra que rime:gato-sapato

15. Consciencia das palavras: pedir q identifiquem os animais que estão na frase ex: O cachorro não gosta do gato.

16. Consciência silábica:perguntar para criança com que letra começa ou termina a palavra ex: AVIAO - letra – A

17. Consciência fonêmica : proporcionar uma palavra e depois da criança ter visto a palavra omitir uma letra ex:
DIAS= dia / PATO=ato / CASA=asa



Estas atividades foram elaboradas durante formação continuada realizada por mim com as professoras das escolas municipais e centros municipais de educação infantil da cidade de Pitanga/Pr.

16 de out de 2009

DIA INTERNACIONAL DE ATENÇÃO À GAGUEIRA - “A GAGUEIRA NA ESCOLA”

No dia 22 de outubro, comemora-se em todo o mundo o dia de atenção à gagueira, com várias ações preventivas e nesse ano o tema é “a gagueira na escola”. A Gagueira é considerada uma desordem na fala que pode afetar toda a comunicação do indivíduo. O tratamento dessa alteração é de competência do Fonoaudiólogo e na maioria dos casos requer uma atuação multidisciplinar, principalmente com a presença de um Psicólogo. Sua origem é considerada biopsicossocial, ou seja, podemos ter fatores individuais e ambientais que originam a gagueira. Os indivíduos que gaguejam normalmente tem algumas características em comum, dentre as quais podemos citar: evitam o contato direto nos olhos do ouvinte, porque provavelmente não querem ver as reações das pessoas à sua gagueira; tem padrões diferenciados de respiração; evitam algumas palavras, substituindo-as por outras de significado semelhante e principalmente evitam a gagueira, ou seja, tentam falar pouco e de maneira simplificada. Especificamente sobre a caracterização da fala do indivíduo gago, de modo geral, todos conseguem identificá-la, pois a gagueira apresenta rupturas perceptíveis e que não são comuns a todos os falantes, por exemplo: bloqueios, repetições de sons no início da palavra, prolongamento de sons no início e no meio das palavras, dentre outros. Há inúmeras maneiras de se compreender e intervir na gagueira e como o tema da Campanha de 2009 é “a gagueira na escola”, é de extrema importância reafirmar aqui o papel que o educador possui em relação à multiplicação do conhecimento, assim como de mudanças de conduta frente a esse distúrbio de fala. Sem dúvida, o professor é essencial na tarefa de modificar a falta de conhecimento e o preconceito que envolve a gagueira e as pessoas que gaguejam, pois normalmente os primeiros sintomas dessa alteração surgem ou são percebidos na escola. Sendo assim, o ambiente escolar torna-se um dos principais em relação à prevenção da gagueira, haja vista o tempo considerável que as crianças passam nessa instituição. Normalmente quando há alunos com esse problema em sala de aula, pode acontecer de parte da turma rejeitá-lo ou menosprezá-lo, apelidando-o, por exemplo. Ou seja, esse é um dos alunos com grandes possibilidades de sofrer bullying. Nesse momento, a atuação adequada do professor já é um ótimo modelo, mas se esse aluno for alvo de desrespeito dos demais alunos, sugerimos a apresentação de uma aula geral sobre as diferenças individuais e enfatize o necessário respeito a elas. Conversas particulares também podem ser necessárias, quando um aluno em especial se destacar no papel de desrespeito. Aproveitamos também para fornecer outras dicas, para serem seguidas diante de uma pessoa que gagueja:

1. Ouça essa pessoa: escutar o que ela está dizendo é muito mais importante do que prestar atenção no modo como ela está falando.
2. Dê a ela o tempo que for necessário para que ela se comunique: evite completar as palavras por ela, mantenha-se tranquilo e receptivo, fazendo pequenas observações que demonstrem interesse e entendimento.
3. Jamais peça a pessoa para “respirar e repetir o que ela quer falar”: fale mais devagar e aguarde a pessoa terminar, para somente então, você também falar.



Enfatizamos ainda que quanto mais cedo for realizado o encaminhamento para um Fonoaudiólogo, maiores serão as possibilidades de recuperação. Embora a gagueira não tenha cura, há grandes ganhos com a terapia, pois a fluência da fala é recuperada, não sendo mais comuns os bloqueios, as repetições e prolongamentos. A terapia permite que o indivíduo tenha uma vida plena com uma comunicação satisfatória.


Jáima Pinheiro de Oliveira (Professora do Departamento de Fonoaudiologia da UNICENTRO); Ana Paula Zaboroski Oleinik (Fonoaudióloga da Secretaria Municipal de Educação de Rio Azul/PR e da Clínica CDOI de Irati/PR); Ana Cândida Schier (Professora do Departamento de Fonoaudiologia da UNICENTRO e Fonoaudióloga da APAE de Porto União/SC); Rudahyra Oswald de Oliveira (Fonoaudióloga da Secretaria Municipal de Educação de Pitanga/PR e Estagiária Pedagógica Voluntária da UNICENTRO).
Contato: jaimafono@gmail.com

14 de set de 2009

Atuação Fonoaudiológica no Âmbito da Saúde Pública



Autora: Ana Luiza de Souza Bezerra.

O presente artigo tem como objetivo sistematizar estudos e reflexões sobre a fonoaudiologia na saúde pública, discutindo propostas voltadas ao sistema de saúde no Brasil. As transformações atuais apontam para uma integração interdisciplinar e intersetorial nas propostas de promoção de saúde. A atuação fonoaudiólogica no âmbito da saúde pública vem crescendo no decorrer dos últimos anos por todo o Brasil.
As atuais políticas de saúde internacionais e nacionais apontam para as necessidades de uma mudança de paradigma na atenção à saúde, deslocando o eixo patologia/ tratamento/ controle/ prevenção de doenças para o eixo saúde/promoção da saúde(2). Os problemas da saúde deixam de ser analisados a partir da perspectiva individual para serem abordados de forma integral na perspectiva da promoção de saúde, e de ser responsabilidade de profissionais específicos e passam a ser interdisciplinares e parcerias intersetoriais, envolvendo diversos setores da sociedade, na implantação de políticas públicas e ambientes saudáveis para a equidade e melhoria da qualidade de vida(4)
Com a reestruturação do sistema de saúde a fonoaudiologia se inseriu na atenção básica e deve atuar em todas as fases e níveis de atenção da saúde (3)(8). Os níveis de prevenção são divididos em primária, secundária e terciária. A prevenção primária se faz com a intercepção dos fatores pré-patogênicos e inclui a promoção da saúde e a proteção especifica, o nível secundário é realizado no individuo, já sob ação de patogênico ao nível de estado de doença, e inclui o diagnóstico precoce e a limitação da invalidez; a prevenção terciária consiste na prevenção da incapacidade através de medidas destinadas a reabilitação(7).
A prevenção realizada pelo fonoaudiólogo consiste em eliminar os fatores que interferem na aquisição e desenvolvimento dos padrões da fala, linguagem e audição (1). Com medidas de caráter amplo e especificas.
Na prevenção primária o fonoaudiólogo visa eliminar ou inibir fatores responsáveis pela ocorrência e desenvolvimento das patologias de comunicação através de medidas de ordem geral e de combate a determinadas patologias fonoaudiológicas especificas, podendo ser incorporadas de forma direta e indireta com estratégias de imunização, saúde ocupacional, educação nas escolas, aconselhamento genético, cuidados pré-natais, tratamento precoce, planejamento familiar, screening, cuidados médicos contínuos, controle da qualidade ambiental, qualidade de vida, e uso de alimentos específicos.
Na prevenção secundária a ação diagnostica é rápida e o tratamento é imediato com objetivo de curar ou estacionar o processo evolutivo da doença, evitando a contaminação de terceiros se a moléstia for transmissível, a fim de evitar complicações e seqüelas, evitar a invalidez prolongada, através de ações como provisão de meios para limitar a invalidez e evitar a morte, inquérito para descobertas de casos na comunidade, exames periódicos, detecção precoce de casos, pesquisas de triagem e tratamento para evitar a progressão.
Na prevenção terciária o principal objetivo é de recolocar o individuo afetado em sua posição útil na sociedade com a máxima utilização de sua capacidade restante, reintegrando esse individuo na sociedade com ações de reabilitação fonoaudiológicas, emprego para o reabilitado, prestação de serviços hospitalares e comunitários para reeducação e treinamento para utilização máxima das capacidades, educação do púbico e indústria no sentido de que empreguem o reabilitado, emprego tão completo quanto possível e utilização de asilos. Atualmente a reabilitação passa a ter importância em decorrência do aumento da expectativa de vida.
O princípio fundamental é que a responsabilidade com a saúde não cesse, estenda-se durante toda a vida, buscando melhoria, condições e qualidade de vida(1).
Atualmente a fonoaudiologia conquista um grande espaço na saúde pública com a integração em equipes do núcleo de apoio à saúde da família (NASF), de acordo com a portaria GM nº 154, de 24 de janeiro de 2008. O NASF tem como objetivo de ampliar a abrangência e o escopo das ações de atenção básica, bem como sua resolubilidade, apoiando a inserção da estratégia de saúde da família na rede de serviços e o processo de territorialização e regionalização a partir da atenção básica(5).
O profissional de fonoaudiologia está presente em todos os segmentos da saúde, desde a baixa até a média e alta complexidade. Com a sua inserção no NASF a fonoaudiologia ficará cada vez mais reconhecida. O trabalho que o fonoaudiólogo realizará junto aos pacientes na atenção básica irá dar a dimensão da sua importância no dia-a-dia(5).
O fonoaudiólogo deve atuar promovendo à saúde e a qualidade de vida como estratégias de prevenção de doenças junto de ações multiprofissionais. Ações como saúde da mulher, da criança, do adulto e do idoso de forma direta e indireta com essas populações. De forma direta realizando programas de orientação do desenvolvimento da linguagem, audição e das funções estomatognáticas (sucção, mastigação, deglutição, fonoarticulação e respiração), entre outras. Na forma indireta atuando na realização de diagnósticos e tratamento precoce em linguagem, motricidade oral, voz e audição (9).
É muito interessante nós profissionais de fonoaudiologia buscarmos um pouco mais de saber e de capacitação na área de saúde pública e conhecermos o que é o sistema único de saúde, e não se voltarmos apenas para área clínica de caráter particular . É preciso ser capacitado e ter um diferencial para mostrasse ao gestor e integrasse em equipes. Faço minha as palavras de Lessa (5): "Se não começarmos a trabalhar na direção do envolvimento do fonoaudiólogo com a política de saúde e não um fonoaudiólogo que apenas quer atuar em saúde pública sem preparo para isto acabará não fazendo com que nosso discurso seja compreendido pelos outros, se não conseguimos ter a compreensão do todo, chegaremos a nada".
No Brasil, já existem capacitações regulamentadas pelo ministério da saúde e da educação com modalidade de formação em serviço pós- graduação latu senso, como a residência multiprofissional em saúde que é fundamental no preparo de profissionais qualificados para assistência a saúde da população brasileira e pra a reorganização do processo de trabalho em saúde na direção dos princípios e diretrizes constitucionais do SUS, dando importância a qualificar todas as profissões em saúde. O ministério da saúde também esta investindo na carreira do profissional de saúde da família e em gestão de saúde, lançando a especialização à distância na universidade aberta ao SUS (UNASUS). Nós fonoaudiólogos precisamos agora fazer a nossa parte.

Referências Bibliográficas:

1.ANDRADE,C.R.F. Fases e níveis de prevenção em fonoaudiologia - Ações coletivas e individuais. In: VIEIRA,R.M, et al. Fonoaudiologia e saúde púbica. Carapicuíba: Pró-fono, 1995.
2.BRASIL. Ministério da saúde, Governo federal. Promoção da saúde. Brasília:2001.
3.BEFI, D. A inserção da fonoaudiologia na atenção primaria à saúde. In:____(org.). Fonaoudiologia na atenção primaria à saúde. São Paulo: Lovise, 1997, p.25-33.
4.GONÇALVES,C.G.O, et al. Fonoaudiologia e saúde do trabalhador: a questão da saúde vocal do professor. Saúde em revista. Piracibaca,7(15): 45-51,v.7, 2005, 73p.
5. LESSA, F. Formação adequada é essencial para inserção em saúde pública. Revista da fonoaudiologia, 2º região. n.60, Mar/ abr. São Paulo, 2005. p.14-16.
6.NASF, fonoaudiologia conquista espaços na saúde pública. Jornal do conselho federal de fonoaudiologia. n.36, ano IX, jan/fev/mar de 2008, p.4-5.
7.ROUQUAYROL,M.Z; ALMEIDA .F.N. Epidemiologia, historia natural e prevenção de doenças. In____.Epidemiologia e saúde. 6º Ed. Rio de Janeiro: Medsi, 2003.
8.SAMPAIO, M.M; GONÇALVES , A. Fonoaudiologia em saúde pública: apreciações, preliminares a propósito de experiências pioneiras em São Paulo. Revista de saúde pública, São Paulo, 14:215-23, 1980.
9.WERTZNER, H.F. Ambulatorios de fonoaudiologia em unidades básicas de saúde. In: Befi, D (org). Fonoaudiologia na atenção primária à saúde. São Paulo: Lovise, 1997, p.161-176.

CFFa apoia Dia Internacional de Atenção à Gagueira

O dia 22 de outubro foi proclamado como o Dia Internacional de Atenção à Gagueira (DIAG). No Brasil, a semana de 18 a 25 do referido mês terá eventos comemorativos em todo o País.

Com o lema ?Gagueira não tem graça. Tem tratamento?, o CFFa, o Instituto Brasileiro de Fluência (IBF), o Instituto Cefac, a Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FM-UFRJ) e outras instituições promoverão eventos em diversos estados buscando conscientizar e orientar as pessoas sobre a gagueira.

Segundo estatística do movimento, no Brasil há quase 10 milhões de crianças que já gaguejaram e quase 2 milhões com gagueira crônica. Para participar ou saber mais sobre o dia, acesse www.gagueira.org.br.

26 de ago de 2009

O que é Fonoaudiologia Escolar?

Qual é a função do fonoaudiólogo na escola?

De acordo com a Lei 6965, de 09/12/1981, que regulamenta a profissão, é de competência do fonoaudiólogo que trabalha em escolas desenvolver trabalho de prevenção no que se refere à área da comunicação oral e escrita, voz e audição e também participar da equipe de orientação e planejamento escolar, inserindo aspectos preventivos ligados a assuntos fonoaudiológicos.
A atuação do fonoaudiólogo que trabalha em escolas difere do profissional que atua em clínica e hospitais. Na escola, o fonoaudiólogo atua de forma preventiva, enquanto que em clínicas e em hospitais essa atuação é terapêutica. Não compete ao fonoaudiólogo que trabalha em escolas realizar terapia fonoaudiológica.
O trabalho da Fonoaudiologia Escolar é de orientação, estimulação e detecção de problemas na área de voz, de comunicação oral e escrita e audição, tendo como população-alvo alunos, pais e professores.
Com os alunos, o trabalho fonoaudiológico tem os seguintes objetivos:

1. Otimizar o desenvolvimento da linguagem oral, leitura e escrita.
2. Promover estratégias de prevenção, preservação e controle de abusos e riscos para a voz e a audição.
3. Estimular a eliminação de hábitos inadequados relacionados às alterações fonoaudiológicas.
4. Detectar precocemente alterações fonoaudiológicas relacionadas à audição, voz, motricidade orofacial e linguagem oral e escrita.
5. Encaminhar para profissionais, quando necessário e acompanhar os tratamentos externos à escola.
A atuação com professores visa:
1. Orientar quanto aos cuidados com a voz.
2. Ensinar estratégias vocais para conservação e maximização da voz, durante o uso profissional.
3. Promover informações quanto às alterações fonoaudiológicas, como desenvolvimento normal da linguagem oral, leitura e escrita, e como estes podem ser otimizados em sala de aula.
4. Capacitar o profissional para detecção de possíveis alterações fonoaudiológicas que seus alunos venham a apresentar.
5. Encaminhar o professor que apresentar alterações vocais para profissionais especializados, acompanhando o tratamento.
No trabalho com os pais, o fonoaudiólogo realiza orientações sobre:
1. O desenvolvimento normal da criança e as alterações fonoaudiológicas comuns na infância.
2. A importância do estímulo familiar para otimização do desenvolvimento da criança.
3. O possível problema do filho e explicação de encaminhamentos necessários.

25 de ago de 2009

Diminua o Ronco e a Apnéia com exercícios fonoaudiológicos

A fonoaudiologia também está ajudando atualmente as pessoas que sofrem com o ronco e apnéia.
Estudo epidemiológico realizado pelo Instituto do Sono da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) aponta que 32,8% da população da cidade de São Paulo sofre com apneia do sono. Foram avaliadas em laboratório 1.042 pessoas.
O ronco é um ruído predominantemente inspiratório produzido pela vibração das partes moles da orofaringe . Normalmente a inspiração é iniciada pelos músculos da asa do nariz e propaga-se pela faringe , laringe e parede toráxica até alcançar o diafragma .

Sabe-se que de acordo com as fases do sono ocorre um excessivo relaxamento muscular e também uma alteração da coordenação entre as contrações do diafragma e dos músculos da orofaringe . Se os tecidos moles estiverem hipotônicos (flácidos) ao entrarem em relaxamento , tornam-se mais volumosos e flácidos , gerando o ronco .

A sonolência é a queixa de metade dos casos que chegam aos laboratórios , e mais da metade destes apresentam Síndrome da Apnéia do Sono, um distúrbio freqüente e pouco conhecido . O paciente com S. A S. apresenta ronco intenso entrecortado por pausas de 20 a 40 segundos . A única forma do paciente voltar a respirar é despertando (são breves despertares e podem ocorrer várias vezes por noite) , alterando assim , a qualidade do sono fazendo com que o paciente levante cansado, irritado e sonolento, podendo causar falta de atenção, aumento da pressão arterial, além de outros sintomas.

Há vários tratamentos dependendo das causas do ronco e da apnéia. Entre eles, estão a cirurgia, a farmacoterapia, dietas e o uso de respiradores artificiais. Agora, o novo tratamento, baseado em exercícios, foi desenvolvido pela equipe do Incor (Instituto do Coração de São Paulo).
Esses exercícios objetivam fortalecer a musculatura da garganta envolvendo a língua e o palato mole (parte posterior do céu da boca) podendo reduzir em até 40% a gravidade e os sintomas da apneia do sono -distúrbio que tem como características ronco alto e interrupções da respiração durante o sono.

Os exercícios devem ser feitos com a orientação de um fonoaudiólogo, em frente a um espelho. Para manter os resultados conseguidos na fase inicial, em que os exercícios são mais intensos, eles devem ser continuados todos os dias. Se forem interrompidos, os músculos voltam ao estado de fraqueza e flacidez, permitindo que a apnéia e o ronco retornem.

Ainda que esses exercícios não sejam uma solução definitiva para estes problemas, podem aliviar bastante o incômodo e melhorar a saúde de quem sofre com o ronco e a apnéia. Em alguns casos, os exercícios deverão ser feitos como um complemento a outros tratamentos (como o uso de placas para o maxilar, o CPAP ou a perda de peso).
Procure um pneumologista ou uma fonoaudióloga para receber orientação quanto ao tratamento mais adequado ao seu caso.


No inicio, a criança precisa sugar para desenvolver suas estruturas orais, posteriormente, necessita mastigar para continuar este desenvolvimento e amadurecimento.
A mastigação é uma função condicionada e aprendida e, conseqüentemente, necessita de treino. Este treino deve começar logo que a criança começa a ingerir alimentos além do leite materno.
A consistência dos alimentos é muito importante para esse desenvolvimento. Engana-se quem pensa que quanto mais facilitar a consistência dos alimentos que oferece a criança mais o estará ajudando. Ao contrário, quanto mais os pais e cuidadores puderem oferecer alimentos com sabores e consistências variadas, melhor poderá ser o desenvolvimento dos músculos, ossos e dentes dessas crianças.

Desenvolvimento das consistências alimentares
1. Líquido (leite)
2. Pastoso (papinhas, sopinhas)
3. Sólidos (carnes, pães, cereais)

A criança necessita, fundamentalmente, mastigar para continuar tendo um bom desenvolvimento das suas estruturas orais. Aos dois anos, a sucção deixa de ter total importância para este desenvolvimento, podendo prejudica-lo.
É importante que a criança possua os dentes em bom estado de conservação e que não haja alterações quanto ao encaixe, para não prejudicar a mastigação.
No caso da criança ter dificuldade para mastigar algum tipo de alimento, o ideal é verificar porque ela não está conseguindo mastigar e não simplesmente substituir o alimento por outro mais fácil de ser mastigado.

Posicionamento da criança durante a alimentação

0 a 2 meses
Sentado no colo do adulto
Cabeça o mais elevado possível
Evita-se: dores de ouvido, engasgos

Depois dos 2 anos
A criança sozinha sentada apoiada,
Incentive a interagir com seus alimentos e os objetos ao seu alcance.





DICAS IMPORTANTES:
• Sempre que possível, oferecer pedaços de pão e de frutas para o bebê (a partir dos sete meses) “treinar” a mastigação;
• Dar preferência a alimentos mais consistentes e fibrosos, porque eles auxiliam e fortalecem os músculos e ossos da face. Ex: pão francês, frutas com casca, verduras, beterraba e/ou cenoura crua, carnes em pedaços, etc;
• Quando possível oferecer todos os tipos de alimentos: cereais, grãos, verduras, frutas, legumes, carnes, etc. Assim, a criança terá chance de conhecer e apreciar, desde cedo, os mais variados tipos de sabores, consistências e texturas;
• Quando a criança possuir sua dentição “de leite” praticamente completa (+- 1 ano e meio/ 2 anos), ela já poderá se alimentar com a mesma comida do adulto;
• Evitar substituir refeições por lanches, salgadinhos, bolachas e/ou leite ou vitaminas na mamadeira. Esses alimentos podem ser gostosos, mas não exigem da criança um esforço para mastigar e exercitar a região oral.

21 de ago de 2009

CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA - CONTRIBUIÇÕES PARA O APRENDIZADO DA LEITURA E ESCRITA



Ao ingressar na escola, as crianças de forma geral, já apresentam uma certa competência no uso comunicativo da linguagem oral, apresentando um sistema fonológico adequado, um inventário fonético completo e bom desempenho sintático, semântico e pragmático, que lhes possibilita uma comunicação efetiva. Entretanto, ao entrar em contato com o código escrito, através da relação grafema-fonema, ou seja, precisa entender a relação arbitrária que se estabelece entre os sons que fala e a grafia que os representa. Isto requer uma certa capacidade de refletir sobre a linguagem, mais especificamente sobre os sons da fala.
Alguns autores definem o desenvolvimento da linguagem escrita como uma extensão do desenvolvimento da linguagem oral, uma vez que o alfabeto é uma representação gráfica da linguagem no nível de fonema.
Para que essa representação aconteça, é preciso que o aprendiz do código escrito já possa, de alguma forma e em algum nível, objetivar a palavra ou o enunciado, direcionar a atenção para sua estrutura, perceber seus segmentos (maiores ou menores) e manipulá-los de diferentes formas. Essa capacidade de percepção dirigida aos segmentos da palavra chama-se consciência fonológica, a qual é uma capacidade metalingüística, um conhecimento metafonológico, que se apresenta por meio da possibilidade de se focalizar a atenção sobre os segmentos sonoros da fala e identificá-los ou manipulá-los. De uma atividade inconsciente e desprovida de intenção, essa capacidade evolui para reflexão intencional e atenção dirigida. A intencionalidade é sua característica principal. Essa capacidade também evolui da identificação de rimas e silabas para a possibilidade da identificação de elementos discretos (fonemas) que existem na fala, em um nível abstrato (consciência da natureza psicologicamente segmentada da fala).

Definição e formas de manifestação
A consciência metalingüística é definida como sendo as reflexões conscientes do falante e do ouvinte sobre alguns aspectos primários das atividades lingüísticas como o falar e o ouvir.
Consciência fonológica é um subtipo da consciência metalingüística, esta é definida como capacidade de compreender a maneira pela qual a linguagem oral pode ser dividida em componentes cada vez menores: sentenças em palavras, palavras em silabas e silabas em fonemas. A capacidade de refletir sobre os sons da língua e manipulá-los requer habilidades como adição e deleção de sons, segmentação, discriminação de sons específicos em uma mesma palavra, apreciação de rimas, reversão silábica, memorização e sequencialização de sons além da correlação da imagem articulatória do som e de sua respectiva produção.
Assim sendo, quando se estuda o desenvolvimento da linguagem, é fácil perceber que, quando a criança começa o aprendizado formal do código escrito, já deve ter finalizado há algum tempo o desenvolvimento fonológico da linguagem oral, além de já usar corretamente as regras gramaticais da língua.
Desde os quatro anos de idade, a partir da estruturação de seu sistema fonológico e da possibilidade de produzir corretamente todos os sons da fala, a criança já demonstra eficiência na realização de algumas tarefas, as quais evidenciam sua capacidade, seja de reflexão sobre um enunciado, seja de manipulação da sua estrutura (silabas, rimas, palavras).
Essa capacidade metalingüística de realizar diferentes tarefas de segmentação da fala, quando associada ao conhecimento do alfabeto, pode possibilitar o aprendizado do domínio do código da escrita. Portanto, antes dos seis anos de idade, as crianças já apresentam bom desempenho em análise silábica (mas são praticamente incapazes de contar os fonemas de qualquer palavra).

8 de ago de 2009

FONOAUDIOLOGIA - Que profissão é essa?



"A fonoaudiologia é a ciência que tem como objeto de estudo a comunicação humana, no que se refere ao seu desenvolvimento, aperfeiçoamento, distúrbios e diferenças, em relação aos aspectos envolvidos na função auditiva periférica e central, na função vestibular, na função cognitiva, na linguagem oral e escrita, na fala, na fluência, na voz, nas funções orofaciais e na deglutição” (CFFa - lei nº 6965, de 09/12/1981)


COMPETÊNCIAS DO FONOAUDIÓLOGO

Fonoaudiologia Clínica

Pesquisa, diagnostica, previne e trata distúrbios da comunicação oral e escrita. Atende pacientes com problemas de gagueira, voz, alterações da fala ou dificuldades no aprendizado da linguagem escrita.


Audiologia

Realiza testes para diagnosticar distúrbios de audição em recém-nascidos, crianças e adultos. Junto com o otorrinolaringologista indica e adapta aparelhos de surdez.

Elabora e acompanha programas de prevenção de problemas auditivos em fábricas, ao lado de médicos e engenheiros de segurança do trabalho. 


Voz e Estética orofacial

Aplica técnicas específicas para o aprimoramento da comunicação oral.  

Expressão e impostação da voz de atores, professores, cantores, locutores, políticos, empresários e outras pessoas que tenham a voz como instrumento de trabalho.
Diminuição de rugas e marcas de expressões faciais.


Hospitalar

Realiza atendimentos emergenciais nos casos de distúrbios da alimentação como disfagia em câncer de cabeça e pescoço, queimados, RN prematuros , AVC, amamentação e linguagem.

Atua principalmente em parceria com otorrinolaringologistas, neurologistas, pediatras, enfermeiros e gastroenterologistas.


Onde o Fono Pode Trabalhar ?

Hospitais;
Clínicas fonoaudiológicas, médicas, psicológicas, psicopedagógicas e odontológicas.
Ambulatórios e Postos e/ou Centros de Saúde;
Centros de Reabilitação;
Consultórios Particulares;
PSF – Programa de saúde da família
Universidades;
Escolas de 1• e 2• graus;
Escolas de Educação Especial;
Escolas de Música;
Empresas Industriais;
Empresas de Comunicação (rádio, televisão);
Empresas Cinematográficas e de Teatro.



O Curso de Fonoaudiologia

Abrange a parte de formação básica e geral onde são ofertados conteúdos como Anatomia Geral, Neuroanatomia Aplicada, Biologia e Fisiologia, Psicologia, Física Acústica e Biofísica, Linguística, Neurologia e outros.

Na parte profissionalizante, existem procedimentos clínicos envolvidos na avaliação e no tratamento dos distúrbios da linguagem, da voz e da audição, a partir de exemplos reais.

São ofertadas disciplinas como Audiologia, Avaliação da Linguagem, Audiologia Educacional, Deficiência Mental, Distúrbios da Comunicação, Fonoaudiologia Aplicada à Paralisia Cerebral, Ética Profissional, Aspectos de Ortodontia, Psicomotricidade Aplicada aos Distúrbios da Linguagem entre outras; além dos estágios clínicos, hospitalar e educacional específicos.

DURAÇÃO: 04 anos


Onde você pode estudar (Paraná)

*CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ  Maringá/PR http://www.cesumar.br
*FACULDADE ASSIS GURGACZ  Cascavel /PR http://www.fag.edu.br  
*FACULDADES INGÁ Maringá/PR http://www.uninga.br  
*FACULDADE GLOBAL DE UMUARAMA  Umuarama/PR http://www.fgu.edu.br
*INSTITUTO ADVENTISTA PARANAENSE  Maringá/PR http://www.iap.org.br 
*UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ Londrina/PR http://www.unopar.br  
*UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ Curitiba/PR http://www.utp.br  
**UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CENTRO OESTE Irati/PR  http://www.unicentro.br  

* Particular ** Pública





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29 de jul de 2009

Sites para criançada!!!

1 - Mingau Digital (http://www.mingaudigital.com.br)
Site infantil cheio de diversão, matérias interessantes, folclore, fábulas, dicas destaque para a seção Minforma( um pouco de muito) e cheia de informações legais.


2 - O Menino Maluquinho (http://www.meninomaluquinho.com.br)
Site do Menino Maluquinho, personagem do grande autor Ziraldo. Tem tirinhas de histórias, história do dia, profissões, piadas, enfim. O site é assim como o Maluquinho apaixonante.


3 - Kadike (http://www.kadike.com.br)
Fantástico site! Rico em conteúdo, com personagens legais, muitas atividades, brinquedos para você imprimir e se divertir . É tão bom que não dá para falar tem que ver!


4 - Saúde Animal (http://www.saudeanimal.com.br)
Um site maravilhoso que fala sobre os animais. Ótimo para pesquisas!


5 - JC Kids (http://www2.uol.com.br/JC/sites/kids/home.htm)
Site do JC Kids super divertido, dinâmico, com curiosidades, invenções, histórias, jogos, vale a pena conferir.


6 - Disney Brasil (http://www.disney.com.br/index_flash.html)
Site oficial da Disney no Brasil, lindo e cheio de brincadeiras com os personagens.


7 - Barbie Brasil (http://www.br.barbie.com)
Site da Barbie . Tem atividades interativas, histórias, jogos e muita Barbie!


8 - Site Oficial do Seninha (http://senna.globo.com/senninha/index.asp)
Site oficial do Seninha. O site é lindo! Tem brincadeiras, historinhas do Seninha e sua turma, cartão virtual, jogos, dicas...


9 - Site Oficial do Harry Potter (http://www.harrypotter.pt.warnerbros.com/home.html)
Site oficial do Harry Potter!!! Você pode escolher o idioma do site! Para quem gosta desse incrível bruxinho, o site é perfeito! Não esqueça de se aventurar no jogo de quadribol!


10 - Recreionline (http://recreionline.abril.com.br)
Site da revista Recreio.Colorido,cheio de informações, inteligente e divertido.É imperdível!

25 de jul de 2009

Semana Mundial da Amamentação 2009












Amamentação e os órgãos fonoarticulatórios (OFA)



Em comemoração a semana mundial de amamentação!

A importância da amamentação no desenvolvimento dos órgãos fonoarticulatórios (OFA)
Ultimamente, tem se observado campanhas enfatizando a importância do aleitamento natural, por ser o leite materno considerado o melhor alimento do ponto de vista nutricional, dando ao bebê proteção imunológica contra doenças infecciosas e alérgicas. A maior importância, ainda, é o prazer que o ato de sugar traz ao bebê, proporcionando segurança, consolo e calor, contribuindo para o seu desenvolvimento emocional e afetivo.
Além destes aspectos, a amamentação, mastigação e respiração provocarão estímulos para o crescimento da face.
No recém nascido, a mandíbula está retraída em relação à maxila e à língua alargada. Com a movimentação de rebaixamento, ântero-posteorização e elevação concomitante durante a sucção, provocarão impulsos de crescimento ósseo mandibular. Com este crescimento, incorre na diminuição da relação distal com a maxila, favorecendo certo posicionamento das gengivas para a erupção dos dentes, com isto, há um aumento de espaço oral e obtenção de uma correta oclusão, contribuindo para o alojamento da língua dentro das arcadas dentárias.
Este processo gradativo vai proporcionar um posicionamento simétrico, mas não constante dos lábios por volta do sexto mês de vida e no final do primeiro ano há o vedamento labial e a língua fica posicionada atrás dos dentes anteriores; nesta época já se observa um padrão amadurecido de postura de lábios e língua.
Toda essa dinâmica representa estímulos funcionais para um desenvolvimento harmonioso dos OFA.
A alimentação através da mamadeira não propicia toda essa dinâmica.
Tudo ocorre de maneira diferente porque todo aquele ciclo coordenado de movimentos que acontece na amamentação natural, é realizado de maneira muito mais simples. Não há necessidade de um esforço muscular no sentido de ocluir e pressionar o bico com movimentos coordenados de lábios, língua, bochechas e mandíbula para obtenção do alimento.
A criança que não mama no peito não terá suas necessidades de sucção satisfeitas, levando muitas vezes aos hábitos viciosos como sugar dedo(s) ou chupeta.
Hábitos esses, que se prolongarem por muito tempo, trazem danos na área fonoarticulatórias.
A língua fica em padrão anteriorizado, entre os dentes, deformando a arcada dentária, alterando a produção de sons do tipo: “te”, “de”, “se”, “ze” e “ ne" (que podem estar sendo emitidos com a língua protruída).
Portanto, a exercitação da sucção natural é um processo que contribui para o crescimento da mandíbula, favorecendo o crescimento facial, bem como a musculatura orofacial estará maturando para adquirir força para mastigar e triturar sólidos, além de apresentar mobilidade de língua dentro da cavidade oral, propiciando um tono muscular normal que influenciará positivamente na aquisição dos sons da fala.